“Habemus Cafôfo” e outras notas de verão

Primeiro ponto: Este fim-de-semana ocorreram as eleições do PS-Madeira, finalmente. Já não era sem tempo, um partido andar sem líder há vários meses.

Diz-se que a última vez que se avistou o líder do PS-Madeira foi numa azinheira ou seria numa ceia de arroz de lapas? Seja como for, agora “habemus líder”.

Cafôfo foi eleito, imaginem só, sem qualquer reclamação, só com um esticar de braços de Pereira, que disse que não quer saber de nada disto, só quer andar pela sombra para atacar posteriormente. Mas é tudo normal no PS-Madeira. Até que esse deputado seja um verdadeiro eucalipto para os seus colegas madeirenses de bancada. Será que ele alguma vez conseguiu trabalhar em equipa?

Quase que não houve destaque na imprensa desta eleição, uns recortezinhos, diriam por aí. O efeito Cafôfo já passou, mas há socialistas que ainda sonham com esse efeito, do mesmo modo que os adolescentes sonham com a Anitta.

Mas fico feliz, pelo Partido Socialista cá do burgo ter encontrado um líder, que não tem jeito parlamentar, que não tem jeito de político, diriam muitos: “mas é uma vantagem”, claro que sim, se ele quiser ser, sei lá, presidente de uma associação de gambozinos ou animais similares.

Segundo ponto: Este fim-de-semana, esperei pelas fragatas. Mas não as encontrei, pois a Madeira anunciou que não ia pagar a prestação que deve ao Estado Lisboeta.

Será que se perderam a meio do oceano? A Garmin (empresa de GPS) teve um ataque hacker, pode ter acontecido.

Neste momento, os madeirenses, os funchalenses, os pontassolenses, os câmara-lobenses, os calheteiros, os santacruzenses, os machiqueiros, os vicentinos, os santanenses, os portossantenses, os portomonizenses não precisam de discursos de guerra, mas discursos de soluções, não de milhões que não se entende muito bem onde vão derramar, mas sim de dinheiro que caía direitamente no investimento, nas pessoas, não em empresas que já se sabe que nada darão ou sem qualquer futuro. É importante redirecionar o investimento. Não podemos deixar que centenas de pessoas se suicidem, tal como aconteceu com a anterior crise criada pelo falso engenheiro.

Como é óbvio, não tenho a solução para crise que ainda não está a acontecer, nem sei se alguém terá, mas se for um New Deal, não pode ser unicamente em obras públicas, pois isso ajudará os de sempre.

Terceiro ponto: chegou a moda de vandalizar as estátuas na Madeira, só espero que encontrem esses idiotas, pois não há outro nome para os classificar. Nós madeirenses descendemos diretamente daqueles que tiveram a coragem de enfrentar um oceano em busca do desconhecido e construir algo. Somos descendentes de Colombo, bem como de João Fernandes Vieira, nenhum deles simboliza qualquer sinal de escravatura, mas sim de coragem, determinação e de luta por ideais da época.

O que diriam estes homens na atualidade perante tantas idiotices?

Quarto ponto: Infelizmente, existiu um homicídio em Portugal e diz-se que contornos de racismo, só temos de condenar e prender que o praticou. Não pode existir paninhos quentes, é encarcerar, foi uma vida humana que se perdeu, um pai de 39 anos com 3 crianças. Não pode existir um perdão para um crime tão hediondo.