O futuro está na produção regional!

Jaime Soares, produtor agrícola e fornecedor do Continente, destaca a fescura e o sabor como as principais características que diferenciam os seus seus produtos.

Conte-nos como é ser agricultor na Madeira?
Comecei neste ramo primeiro como agricultor, a produzir e a vender o que era meu. Depois comecei a adquirir um grupo de produtores pequenos que tinham os seus produtos para vender. Neste momento trabalho com mais de 50 produtores. Os produtos são recolhidos por toda a ilha, vão todos para o armazém nas Canhas e só depois é feita a distribuição pelas superfícies Continente, conforme as necessidades.

Quais são as características que destaca nos seus produtos?

As principais características são a frescura e o sabor. Pois todos os produtos são produzidos cá e vão para o Continente o mais rápido possível coma vantagem de serem muito saborosos.

Quais são as quantidades mensais e anuais fornecidas para as superfícies Continente?
Eu recebi no ano passado cerca de 980 toneladas de produtos hortícolas regionais. A grande maioria foi vendida no Continente. É preciso trabalhar bem, com antecipação com os agricultores e com o Continente. Tenho sempre produtos porque trabalho com 50, 100, 150, ou 250 metros de altitude que produzem produtos agrícolas em diferentes alturas. Por exemplo,tenho pimpinela e abóbora da Madeira todo o ano graças a isso.

Como vê a sua parceria com os produtores?
Estou no terreno na recolha e distribuição de produtos frescos, todos produzidos cá na região, desde espinafres, alho francês, couve, couve-
-lombarda, salsa, acelgas, semilha regional ou abóbora. Contudo, estou na distribuição na qual tenho uma relação de amizade com os produtores onde muitos deles até considero que são da minha família.


Como vê a parceria com o Continente?
Temos uma boa relação. Vamos construindo o caminho de ambos para momentos melhores. Trabalho com o Continente há 23 anos. Neste momento, a melhor publicidade é a qualidade. O Continente começou a apostar numa área de frescos madeirense e isso é importante para os produtores da Madeira que vão ter mais destaque e, estou certo, vão ter mais procura.