Mais de 120 madeirenses serão repatriados da Venezuela esta sexta-feira

Marco Sousa

As autoridades portuguesas preveem repatriar na próxima sexta-feira, dia 31 de julho, mais de 120 madeirenses da Venezuela, conforme apurou o JM. A TAP mostrou disponibilidade para realizar o voo.

Portugal prevê repatriar na próxima sexta-feira mais 200 cidadãos nacionais, sabe o JM, entre eles mais de 120 com destino final da Madeira, que ficaram retidos na Venezuela devido à quarentena preventiva da covid-19, disse o cônsul-geral de Portugal em Caracas.

“São à volta de 200 portugueses que vão viajar neste voo, a esmagadora maioria com destino ao Funchal. Temos cerca de 40 italianos, alguns venezuelanos e espanhóis, no voo do dia 31 (sexta-feira)”, disse Licínio Bingre do Amaral.

Segundo apurado pelo jornal, neste momento o voo já está fechado, e de entre os 372 passageiros confirmados, o mesmo tem cerca de 120 pessoas com destino final ilha da Madeira.

TAP mostrou disponibilidade (Destaque autónomo, mas pertence ao artigo)

O primeiro voo humanitário organizado por Portugal, efetuado a 13 de junho, foi realizado pela companhia aérea privada portuguesa HiFly. Conforme o JM conseguiu apurar, este segundo voo humanitário organizado pelas autoridades portuguesas terá, também, a HiFly a efetivar a viagem. Ainda assim, conforme adiantado ao JM, estes voos estão a ser efetuados por companhias aéreas portuguesas e a TAP, companhia aérea de bandeira portuguesa, mostrou “total disponibilidade” para assegurar o voo do dia 31 de julho.

A “total disponibilidade” da TAP em assegurar este voo proveniente da Venezuela parece ser um avanço nas relações entre a companhia de bandeira portuguesa e o governo venezuelano. Recorde-se, no dia 17 de fevereiro, o Governo venezuelano anunciou a suspensão por 90 dias das operações no país da companhia aérea portuguesa, “por razões de segurança”, após acusações de transporte de explosivos num voo oriundo de Lisboa.
As autoridades venezuelanas consideram que a TAP, nesse voo entre Lisboa e Caracas, violou normas de segurança internacionais, permitindo explosivos, e também ocultou a identidade de Juan Guaidó na lista de passageiros.

A decisão final recaiu sobre a HiFly, uma vez que, na balança, ‘pesou’ a realização do primeiro voo pela companhia privada portuguesa, que, conforme relatos transmitidos ao JM, correu muito bem, onde foi servida uma refeição a bordo. Outro dos fatores que fizeram a escolha recair sobre a HiFly foi a capacidade dos aviões da companhia.

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