Clubes portugueses na Venezuela desenvolvem protocolos de saúde

Delia Meneses

Centros sociais na Venezuela já completaram quatro meses fechados devido à pandemia e estão a travar uma batalha titânica para honrar os vários compromissos que têm.

Desde 12 de março, os clubes portugueses na Venezuela estão fechados devido à pandemia de Covid-19. Nestes quatro meses, têm lutado para manter as suas instalações em boas condições, respeitar o pagamento dos seus funcionários e colaboradores e reduzir as taxas de morosidade. "Não tem sido fácil", diz o presidente do Centro Português de Caracas, Juan Ricardo Ferreira. "É uma situação sem precedentes porque o clube se deve aos sócios, ao convívio, às crianças, aos jovens, aos espaços desportivos. E o que está por vir será diferente".
A dificuldade do momento tem levado aos diretores dos centros que fazem parte da Associação Venezuelana de Clubes Recreativos (AVCR) a reunirem-se semanalmente e até duas vezes por semana. "Estamos a seguir diretrizes, ajudando uns aos outros, tem sido um trabalho de mãos dadas", agradece Ferreira aos seus pares.

Conviver com a pandemia


O que vem a seguir será aprender a conviver com a pandemia. Por esse motivo, e apesar de ainda não terem uma data de reabertura, os clubes já estão a preparar os protocolos de saúde para reiniciar as atividades. No caso do Centro Português, foi criada uma comissão formada por membros da junta diretiva e alguns médicos membros do clube. "Eles estão a dar-nos orientações de como vamos reabrir, porque a pandemia mudou tudo. Nós realmente queremos encontrar-nos novamente com os nossos sócios".
Será necessário manter distância social, usar máscaras e medir a temperatura dos associados antes de entrar. Quem tiver mais de 37,5 não poderá entrar pois garantem que a abertura terá de ser com responsabilidade.
"Tivemos reuniões com epidemiologistas e eles concordam que é um risco alto abrir enquanto a pandemia não tiver uma curva plana, queremos fazer parte da solução e não do problema", acrescenta Ferreira. Também precisam da autorização das autoridades locais e do Executivo Nacional.

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