Dia da Madeira na Diáspora: Pandemia ensombra comemorações na Venezuela

Marco Sousa

Pela primeira vez, nenhuma instituição luso-venezuelana celebrará o aniversário. É a segunda vez que a Comissão do Dia da Madeira é obrigada a cancelar as festividades que acontecem desde 1988 nas terras de Simón Bolívar.

Não é segredo para ninguém que a comunidade portuguesa na Venezuela vem, em grande parte, da ilha da Madeira. Isso levou a cada ano, no dia 1 de julho, a que diferentes instituições promovessem as suas celebrações por ocasião do Dia da Região Autónoma da Madeira.

A celebração cuja falta será mais sentida é a organizada pela Comissão para a Celebração do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses, que ocorre todos os anos desde 1988. A única vez em que o feriado foi cancelado até agora foi em 2017, devido à situação de violência nas ruas como resultado dos protestos estudantis.

Desde a sua fundação, a Comissão realiza atividades para comemorar o Dia da Região. “Tradicionalmente, promovemos um evento cultural, que geralmente conta com a Orquestra Sinfónica da Venezuela e artistas convidados; além disso, no 1º de julho, realizamos um ótimo jantar com um ‘show’ musical”, disse Paulo de Sousa Aljustrel, Presidente Executivo da Comissão.

Paulo de Sousa Aljustrel insta o Governo Regional a ajudar os que emigraram para a Madeira: "Gostaria que o Governo da Madeira, cujo Presidente Miguel Albuquerque e muitos dos seus colaboradores, sentem grande apreciação e respeito pela nossa comunidade, lembrem-se sempre das circunstâncias que obrigam muitos a deixar para trás as suas histórias de vida, as suas famílias e os seus bens, a procurar uma nova oportunidade na maravilhosa Madeira. Dê-lhe apoio, confiança e respeito, e os venezuelanos vão lhe recompensar com mais do que isso”.

Mais informações sobre o Dia da Madeira nas Comunidades Madeirenses na edição impressa do JM desta quarta-feira.