40 mil mortes previstas na África do Sul

José Luís da Silva, Correspondente em Joanesburgo (África do Sul)

Existe a probabilidade de que a África do Sul enfrente uma outra crise devido à falta de camas para as UCI com um possível aparecimento tempestuoso da Covid-19 que poderá reclamar pelo menos 40 mil vidas.

Um consórcio de especialistas que tem vindo a providenciar o Departamento de Saúde com cenários que se podem desdobrar nos meses mais próximos, fizeram a revelação durante uma conferência com os media e o ministro da saúde Dr Zweli Mkhize. Os mesmos especialistas fizeram menção de o país irá provavelmente observar 30 mil casos de infeções da Covid-19 – a enfermidade causada pelo coronavírus – em fins de maio e faz uma estimativa de que 475 pessoas tenham perdido a luta contra o vírus no mesmo período.

Na África do Sul foram atingidos, hoje, até às 16:01 (RAM 15:01) 19.137 casos de infeções e confirmados um total de 369 óbitos. A estimativa aponta em direção ao fim do mês de novembro citando que provavelmente 40 mil pessoas tenham sucumbido e o número de infeções tenha extrapolado as centenas de milhares. O Dr Sheetal Silal, estatista especializado em ciências estatísticas da University of Capetown (UCT) muito sofridamente conseguiu enfatizar que aqueles modelos pintam cenários que desde os melhores aos piores desfechos em resultados de saúde.

Nas nove diferentes províncias da África do Sul o pico da pandemia ocorrerá em diferentes níveis e em diferentes tempos, todavia, o que é transversal e consistente no país são as previsões alarmantes de que as camas nas UCI estarão ocupadas muito tempo antes do pico da Covid-19. O ministro da saúde minimizou as pinturas desta predição por peritos em relação à disponibilidade de camas para as UCI, afirmando que “o governo continuará a trabalhar no sentido de aumentar a capacidade de camas de acordo com as necessidades de cada área”, concluiu o ministro.