Casa da Madeira em São Paulo aponta regresso para agosto

Felipe Gouveia Vieira, é advogado, tem 42 anos, é filho de madeirenses, e, como nos diz, “toda a família é da Madeira, tanto o pai como a mãe”. “Os meus pais são da freguesia de Santo António da Serra, curiosamente a minha mãe é da parte que pertence ao Concelho de Santa-Cruz e o meu pai é da parte que pertence ao Concelho de Machico”. O lusodescendente é Presidente do Conselho deliberativo na Casa da Madeira em São Paulo, “responsável por fiscalizar e auxiliar a direção, O Sr. Presidente Bettencourt na Administração da Casa”.

O membro da direção lamentou o possível cancelamento de uma das principais festas que a Casa realiza. “Em julho íamos festejar o dia da Madeira, mas devido a tudo o que está a acontecer, o calendário foi completamente alterado”. A festa seria de comemoração dos 51 anos da Casa em São Paulo, mas, segundo Felipe Gouveia Vieira, “infelizmente, creio que é mais uma festa que vamos ter que cancelar, são festas que contam com 600 pessoas em média”. Adiantando ainda que “já cancelámos uma festa que deveria ter decorrido em março, o Arraial Madeirense, e cancelámos em maio a festa de nossa senhora de Fátima”.

“Por enquanto ainda não cancelámos a festa de julho, mas se cancelarmos essa festa e mantivermos as datas, vamos ter a festa da padroeira de Nossa Senhora do Monte no dia 15 de agosto”, afiança.

O lusodescendente explicou-nos que estas associações, “principalmente a da Ilha da Madeira sobrevivem não graças às festas, mas com o aluguer do seu espaço. A Casa da ilha da Madeira tem 3 salões de festas, que alugamos para festas de casamento, aniversários, batizados, que é, praticamente a única forma de nos financiarmos, é difícil manter-se se não for através do aluguer do seu espaço”.

Seguiu-se um breve olhar à história, Felipe Gouveia Vieira, diz-nos que tudo começou “há 51 anos, de forma muito modesta, um grupo de madeirenses, entre eles o atual presidente, o Senhor Manuel Bettencourt, que era um jovem, recém-chegado da ilha da Madeira e começou num salão, num bairro aqui próximo, onde se reuniam para reviver a época da Madeira, da sua juventude”. Após isto, “o Sr. Jaime de Nóbrega, fundador e primeiro presidente, teve a vontade de criar o grupo folclórico para apresentar os costumes, dançares e cantares do arquipélago”.

“A partir daí, juntamente com a casa, o Grupo Folclórico é um património cultural que se confunde com a própria entidade”, caminhando juntos desde essa altura.

“O Sr. Jaime de Nóbrega adquiriu a nova sede, o senhor Evaristo Teixeira que também foi presidente, começou a construir o salão nobre há 25 anos e, daí para cá, a atual administração sobe a batuta do Sr. Bettencourt só tem feito a casa da Madeira em São Paulo crescer cada vez mais”.

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