Portugal atrasa vinda de madeirenses na Venezuela

Marco Sousa

O JM sabe que muitos portugueses ficaram retidos na Venezuela e pretendem agora regressar à Madeira. Havia um voo que estaria a ser organizado, mas que está atualmente num impasse.

Como o JM noticiou, já existiram alguns voos de caracter excecional de repatriamento, cuja União Europeia organizou dois deles em parceria com o Governo Espanhol. No total foram mais de 600 pessoas repatriadas, entre elas, alguns portugueses, naturais da ilha da Madeira.

Na altura do segundo voo operacionalizado pela companhia aérea espanhola Plus Ultra, não foram mais os madeirenses a embarcar nesta viagem, uma vez que não conseguiam um voo que os levasse de Lisboa até à Madeira.

Neste momento em que a situação está mais clara na ilha, o JM apurou que existem muitas pessoas à espera de poderem regressar, residentes na Madeira. Além disso, existe uma maior confiança em viajar o que está a fazer aumentar o número de pedidos no consulado em Caracas.

A Espanha e Itália, já organizaram voos de repatriamento e tudo apontava agora para que Portugal organizasse um voo. Foram estabelecidos contactos com as linhas aéreas e estaria tudo encaminhado. O certo é que, neste momento não há ainda confirmação de nada, e, após comunicado publicado pela Espanha, o país acabou por tomar iniciativa de organizar uma nova viagem.

O JM entrou em contacto com Aleixo Vieira, conselheiro das comunidades na Venezuela que afirmou que esta situação está a deixar “a comunidade revoltada”.

“O Governo Venezuelano está sempre disposto a ajudar, da parte da Venezuela não há nenhum problema para que o voo se realize porque dão o contributo em tudo, o que quer dizer que o problema é Portugal, ou Portugal ou as nossas autoridades, que não fazem nada para que esse voo se realize”, afirma.

O conselheiro exige “uma resposta imediata”. Uma vez que os cidadãos “querem saber qual a sua situação”. “Queremos saber se existe boa vontade da parte do Governo Português”, alerta.

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