Presidente da África do Sul considerou ‘lockdown’ “absolutamente necessário para salvar vidas”

José Luís da Silva, Correspondente em Joanesburgo (África do Sul)

O Presidente Cyril Ramaphosa dirigiu-se esta noite à nação sul africana, começando por referir que o “lockdown” demonstrou ter sido absolutamente necessário para salvar vidas e reconhece a carga pesada que o “lockddown” do Covid-19 teve nas vidas na população.

O propósito do “lockdown” foi de retardar o contágio do vírus que tem sido combatido com sucesso. O nível de infeções é de 181 pessoas em cada milhão de sul africanos. Ramaphosa enfatizou de que sem o “lockdown” mais de 80 mil pessoas teriam morrido de infeções e o número de óbitos 8 vezes superior. Mais de 9 milhões de pesoas foram foram rastreadas no país. De 12.974 casos positivos na África do Sul, foram averbadas mais de 4 mil recuperações.

“Retardámos a disseminação e fortalecemos assim o nosso sistema nacional de saúde tendo agora disponíveis 25 mil camas para quarentena. O nível de positividade permanece baixo se levarmos em conta o número de testes conduzidos até à data”, disse.

Ramaphosa agradeceu aos EUA pela dádiva de mil ventiladores e avançou que o montante de 11 biliões de randes foram pagos a 2 milhões trabalhadores desde a incoação do “lockdown” empregues em mais de 160 mil companhias.

Muitas mulheres tiveram de escolher entre a ameaça do coronavirus na rua ou a morte dentro das suas casas ou ameaças de violência e morte também nos seus lares. “O nosso objetivo é o aumento firme da atividade económica, mas depende do rácio de infeções e estado dos cuidados de saúde”. O Presidente fez menção de que o nível de algumas áreas no país se encontram em situação completamente diferente de outras áreas no país. Vai, imediatamente, começar o processo de consultas com as partes intervenientes de como fazer o movimento para o nível 3 no fim do mês de maio. Suavizar o “lockdown” é algo que terá de ser feito de molde a evitar a todo o custo picos de infeções como já observamos em algumas partes do mundo. Por fim, fez uma referência ao total de óbitos até hoje que ascenderam a 219.