Emigrantes sem regras ou apoios na África do Sul

Marco Sousa

Vivem-se momentos de apreensão e receio um pouco por todo o Mundo devido à pandemia mundial COVID-19 e a África do Sul não é exceção. Esta segunda-feira, o Presidente da África do Sul anunciou que devido à propagação do COVID-19 ninguém está, a partir de quinta-feira, autorizado a sair de casa até dia 16 de abril, medida que durará 21 dias. Após o anuncio o JM foi ao encontro de José Luís Silva, Conselheiro das Comunidades Madeirenses na África do Sul para compreender como está a ser vivida esta situação.

Segundo José Luís Silva, “tem havido um misto de calma, preocupação e desassossego” e que com o anúncio de Ramaphosa e posterior movimentação de viaturas militares originou “algum frenesim”. A África do Sul tem, até ao momento, 554 casos positivos de COVID-19 e o problema deve ser encarado com preocupação, mas para o Conselheiro “a maioria não tem ainda noção que a escala de devastação quer a curto ou médio prazo será muito significativa”.

Em relação aos negócios que muitos emigrantes são proprietários “terão que encerrar a partir das zero horas de quinta-feira”. Ainda assim, os supermercados vão manter-se abertos. Em relação a apoios económicos, José Luís Silva não tem grandes esperanças pois o país “tem os seus cofres delapidados e as esperanças em apoios são muito ténues”.

Estes e outros assuntos que pode ler na íntegra na edição impressa desta terça-feira do JM.