Governo apela a conselheiros que difundam programa de apoio ao investimento na diáspora

Lusa

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, apelou hoje aos conselheiros presentes no 7.º Encontro do Conselho da Diáspora para que difundam lá fora as oportunidades do Programa de Apoio ao Investimento da Diáspora.

"Eu não posso dizer muitas vezes que são os embaixadores do país, mas diria que vocês são pelo menos uns belos propagandistas do país e pedia-lhes que fizessem a propaganda deste programa”, lançado na semana passada pelo Governo português, afirmou o chefe da diplomacia, na abertura do encontro, que decorre em Cascais.

Santos Silva referiu que “uma das realidades menos conhecidas do país é o contributo da diáspora para o crescimento económico” de Portugal, mas referiu que esse contributo “sempre existiu” e exemplificou com as remessas dos emigrantes, que “são uma das fontes de poupança de que o país mais tem beneficiado”.

O programa, apresentado por Santos Silva na semana passada durante o IV Encontro de Investidores da Diáspora, em Viseu, visa canalizar apoios e incentivos “que é expressamente dirigido ao investimento oriundo da diáspora”.

Na altura, o ministro anunciou que haverá permanentemente candidaturas abertas nos programas geridos pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional para apoio ao investimento da diáspora.

Como exemplo desse incentivo, foi apresentado o fundo de 200 milhões de euros, que terá participação pública e privada e que se destina a apoiar atividades de investimento de empresários que queiram concretizar projetos e participações de capital em empresas.

O ministro apelou ainda à articulação das diferentes redes da diáspora como as dos portugueses que investem lá fora, as dos quadros portugueses, as redes dos órgãos de comunicação social, ou as redes dos luso-eleitos para cargos públicos, pedindo contributos aos conselheiros de como isto pode ser feito.

Referindo que a única resposta às “carências gritantes" da rede externa não é só contratar mais gente, Santos Silva referiu que é preciso fazer a "transição digital na relação do Ministério dos Negócios Estrangeiros com as comunidades residentes no estrangeiro".

"Temos que tornar os procedimentos mais fáceis e temos de usar procedimentos e formas de contacto que aligeirem, tornem mais rápida e acelerem o contacto das pessoas e a prestação de serviços por parte das entidades públicas", disse Santos Silva.

O Conselho da Diáspora, que reúne 96 portugueses destacados no mundo, debateu hoje, em Cascais a "Economia no nosso Planeta", no seu sétimo encontro, que contou também com a participação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Neste sétimo encontro, que decorreu na Cidadela de Cascais, participaram mais de dois terços dos conselheiros, ou seja, 62 dos 96 que fazem parte do conselho.

Para o presidente do Conselho da Diáspora, Filipe de Botton, este número de participantes "demonstra uma preocupação de estarem presentes, de se aproximarem de Portugal, de poderem fazer as sugestões que acham que valerá a pena" e ainda "em criarem um 'networking' [rede de contactos] desta diplomacia", realçou.