UE lamenta falta de acesso a processos de opositores politicos e pede libertação

A União Europeia (UE) lamentou hoje o impedimento de seus diplomatas ao acesso aos processos dos opositores ao regime de Caracas, apelando à maior responsabilidade venezuelana enquanto membro eleito do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Em comunicado, a UE refere, nomeadamente, o processo de Juan Requesens, detido em agosto de 2018 em violação da sua imunidade parlamentar, e a cujo processo tem sido sistematicamente negado acesso.

“A UE lamenta que o julgamento não tenha ainda fornecido garantias adequadas de transparência e de um processo justo”, diz o comunicado, salientando lamentar também “que os seus diplomatas continuam a ver negado o acesso às audiências, como observadores”.

O bloco europeu destaca ainda que a Venezuela tem “uma responsabilidade especial, enquanto membro eleito do Conselho dos Direitos Humanos” da ONU.

O comunicado refere igualmente o caso de Roberto Marrero, sob detenção, desde 21 de março.

A UE reitera que a Venezuela deve garantir o direito a um processo justo de todos os prisioneiros, libertar os que foram detidos por razões políticas e colaborar plenamente com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.