Springboks regressam a casa

José Luís da Silva – Correspondente em Joanesburgo ( África do Sul )

Os tri-campiões do mundo foram recebidos e ovacionados por milhares de sul africanos que gritavam de alegria, cantavam e dançavam à sua chegada ao aeroporto internacional OR Tambo, causando um barulho ensurdecedor.

Uma autêntica atmosfera carnavalesca. Pretos e brancos, homens e mulheres, jovens, de meia idade e idosos, ricos e pobres foram ao aeroporto para receber e saudar os seus heróis.
Réplicas das camisolas dos Springboks, bandeiras e bandeirinhas da África do Sul acenavam aos campeões que se dirigiam para as chegadas. Um contraste com as seleções de cricket e de futebol.
Os Springboks dominaram e esmagaram a Inglaterra por 32-12 na cidade japonesa da Yokohama no sábado passado como o JM noticiou oportunamente, sagrando-se pela terceira vez campeões do mundo da modalidade. Este feito pode dizer-se que levanta um pouco o espírito de uma nação atolada em problemas de origem económica e num pântano de problemas sociais, que luta para pôr termo à estagnação económica, com um registo de aproximadamente 30% de desemprego e níveis de pobreza e desigualdades difusas. Sem dúvida de que os Springboks são o orgulho da nação. As palavras do capitão Siya Kolisi e o próprio treinador, Rassie Erasmus, podem entender-se como unificadoras e trazem esperança.
Os Springboks, fundados em 1891, foram durante 90 anos uma equipa constituída por jogadores brancos, o que mereceu as maiores críticas a nível internacional.