Venezuela: Banco Mundial e FMI prontos para ajudar após reconhecimento de um Presidente

Lusa

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciaram hoje que estão prontos para ajudar a Venezuela, contudo indicaram que não podem agir imediatamente sem o reconhecimento legítimo de um Presidente.

Em conferência de imprensa na abertura da Assembleia de Primavera do FMI e do Banco Mundial, que se realiza em Washington, as duas instituições com sede em Washington referiram que aguardam o posicionamento da comunidade internacional e dos seus países membros para um possível reconhecimento de Juan Guaidó, autoproclamado Presidente interino da Venezuela.

Mais de 50 países, incluindo a maioria dos países da União Europeia, entre os quais Portugal, seguiram a decisão norte-americana e reconheceram Guaidó como Presidente interino da Venezuela encarregado de organizar eleições livres e transparentes naquele país.

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, sublinhou que esta é "uma questão que não é decidida pelo Banco", mas pelos acionistas.

"Estamos a aguardar para sermos guiados pelos nossos países membros e sei que este é um processo que está em curso dentro de alguns membros neste momento em que falamos", disse a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde.

"Cabe a eles [países membros] indicar qual autoridade reconhecem diplomaticamente para que possamos agir", insistiu Lagarde acrescentando que assim que agirem, as duas instituições também agem.

Também David Malpass garantiu que o Banco Mundial iria "agir" para ajudar a Venezuela e que "está a preparar-se para isso".

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou hoje que triplicou o seu orçamento destinado à Venezuela para 24,6 milhões de francos suíços (21,8 milhões de euros) para intensificar as suas atividades.

A crise política na Venezuela agravou-se em 23 de janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente interino e declarou que assumia os poderes executivos do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro.