Imagens mostram bloqueio de ajuda humanitária na fronteira da Venezuela (com vídeo)

O acesso à ponte de Tienditas, que liga as localidades de Cucuta (Colômbia) e Urena (Venezuela), está bloqueado por um camião-cisterna e um grande contentor, uma ação do Governo de Nicolás Maduro, que foi esta terça-feira denunciada.

No vídeo, um excerto das imagens captadas pelo site tvcucuta.com ilustra o bloqueio da ponte.





De acordo com a imprensa local, esta ponte devia ser uma das vias escolhida para a entrada de ajuda humanitária internacional na Venezuela.

Juan Guaido, reconhecido por 40 países como o Presidente interino da Venezuela, começou por pedir às Forças Armadas que não impedissem a entrada em território venezuelano de ajuda humanitária. Mais tarde, o autoproclamado Presidente interino ordenou mesmo às Forças Armadas que permitissem a entrada de ajuda humanitária no país.

"De novo, às Forças Armadas, uma ordem direta: permitam a entrada da ajuda humanitária necessária para atender as suas famílias, a irmã, mãe, mulher que, com certeza, necessitam de suprimentos e alguns deles, lamentavelmente, com certeza também terão infeções", disse.

Desde o passado 23 de janeiro, dia em que se autoproclamou Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó tem insistido que os militares devem permitir a entrada de ajuda humanitária no país, proveniente de três centros de acolhimento internacionais, no Brasil, na Colômbia e numa ilha das Caraíbas.

A ajuda humanitária internacional destina-se, inicialmente, a atender mais de 300 mil pessoas que estão em risco no país, adiantou segundo Juan Guaidó.

Para Juan Guaidó, a receção de ajuda humanitária é um "teste" às Forças Armadas Venezuelanas que terão de decidir entre permitir a entrada daquela ou continuar leais, como até agora têm estado, ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.