EUA impõem novas sanções contra cidadãos e empresas venezuelanas acusadas de corrupção

Lusa

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou hoje novas sanções contra sete pessoas e 23 empresas e organismos da Venezuela, entre elas a estação privada de televisão Globovisión.

A imposição de novas sanções foi publicada na página web do Departamento do Tesouro norte-americano, onde pode ler-se que os sancionados estariam envolvidos num alegado esquema de corrupção destinado a tirar vantagem das práticas cambiais do Governo da Venezuela, tendo obtido mais de 2,4 mil milhões de dólares em processos corruptos.

Entre os sete indivíduos alvo de sanções está Cláudia Patrícia Diaz Guillén, ex-Tesoureira da Venezuela e Raul António Gorrin Belisario, que segundo a imprensa venezuelana é proprietário de uma empresa de seguros e do canal de televisão privado venezuelano Globovisión.

"As nossas ações contra essa rede corrupta de câmbio expõem ainda outra prática deplorável que os internos do regime da Venezuela usaram para se beneficiar às custas do povo venezuelano" explica o documento citando declarações do secretário norte-americano do Tesouro, Steven T. Mnuchin.

Acrescenta que "os Estados Unidos continuam empenhados em apontar os responsáveis pelo trágico declínio da Venezuela e continuarão a usar ferramentas diplomáticas e económicas para apoiar os esforços do povo venezuelano para restaurar a democracia".

Por outro lado, o Departamento do Tesouro precisa que concede um lapso de tempo aos norte-americanos para que realizem algumas transações relacionadas com a liquidação ou negócios com o canal de televisão Globovisión, em Coral Glables (Flórida) e em Caracas, e fixa como data limite 8 de janeiro de 2020.

Segundo o comunicado, as empresas bloqueadas são propriedade ou dirigidas pelos indivíduos sancionados, entre elas a Globovisión Tele CA, que está registada na cidade de Miami, no estado norte-americano de Florida.

Os ativos dos sancionados em território norte-americano passam a estar congelados.