Bactéria mata 61 pessoas na África do Sul

José Luís da Silva, correspondente em Joanesburgo ( África do Sul )

O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, anunciou terem sido diagnosticados 727 casos de listeriose, dos quais resultaram, até esta manhã, em 61 óbitos a nível nacional.

A maior incidência constatou-se nas províncias de Gauteng, Cabo Ocidental e Kwazulu-Natal. De acordo com o Departamento de Saúde (DoH), 40% das vítimas são recém-nascidos.

Listeriose é uma infeção bacteriana causada pela 'Listeria monocytogenes', uma bactéria considerada altamente perigosa. Esta doença não era conhecida como um problema para humanos até príncipio da década de 80, sendo, por outro lado, mais conhecida por causar doença em animais.

De acordo com o DoH, os alimentos suscetíveis de transportar a bactéria são a carne, o peixe, os frutos do mar, o leite não pasteurizado, os queijos feta, brie e camembert, as carnes frias, os cachorros quentes, os patês refrigerados e os produtos agrícolas crús, especialmente saladas pré-embaladas.

Trata-se de um organismo patogénico ambiental de transmissão hídrica e alimentar que se encotra no solo, na água, no lodo, nos esgostos e em vegetação decadente.

Podemos inferir que a situação é de grande gravidade, visto que 'Listeria monocytogenes' é uma bactéria viciosa, que os especialistas caracterizaram já como o pior surto de listeriose alguma vez documentado e o maior da história.

As autoridades de saúde implementaram uma diretiva para que esta doença passasse a ser obrigatoriamente notificável, tentando, todo o custo, detetar os focos de origem desta enfermidade tão preocupante quanto perigosa.