José Luiz da Silva agraciado com a Medalha de Ouro das Comunidades Portuguesas

Raul Caires

José Luiz da Silva, conselheiro da Diáspora Madeirense e corresponde do JM na África do Sul, foi ontem agraciado com a Medalha de Mérito da Comunidades Portuguesas, no grau de ouro, pelo secretário de Estado Paulo Cafôfo, numa cerimónia que teve lugar nas instalações do Consulado Geral de Portugal em Joanesburgo.

Antes de fazer a entrega da medalha, o secretário de Estado justificou o reconhecimento do Governo Português pelo trabalho desenvolvido por José Luiz da Silva em prol da comunidade, lembrando também o seu trabalho como antigo correspondente do Diário de Notícias da Madeira e presentemente como correspondente do JM.

Cafôfo observou as várias “facetas” do agraciado, tanto na vida profissional como na qualidade de conselheiro, sublinhando tratar-se de uma pessoa que “só tem uma cara”, daí o testemunho “de apreço e reconhecimento pelo seu trabalho”.

No momento que Cafôfo se preparava para colocar a medalha, José Luiz da Silva perguntou ao governante que ainda estava a tempo de reconsiderar. “Não me sinto merecedor deste reconhecimento”, disse, tendo o secretário de Estado replicado que “não há mais nada para reconsiderar”.

Após a imposição da medalha, o recipiente fez questão de sublinhar que este reconhecimento não era motivo para esmorecer a sua atividade em prol da Comunidade, tendo exortado os presentes para defenderem a coesão entre os seus membros, sejam eles da Madeira ou da parte continental de Portugal.

José Luiz da Silva aproveitou o momento para lembrar situações que preocupam a comunidade, como os vencimentos do pessoal consular, que não são aumentados há catorze anos, bem como os atrasos verificados no envio dos boletins de voto por parte da Comissão Nacional de Eleições.

Paulo Cafôfo agradeceu a sinceridade do conselheiro, prometendo que vai dedicar a melhor atenção a estes e outros temas, como o regresso da TAP, intercâmbios culturais e auxílio das misericórdias e organizações de solidariedade na África do Sul.

O governante pediu ainda a colaboração de todos no trabalho de identificação de pessoas em situações de indigência, devendo a informação ser transmitida aos consulados, “pois uma maioria dessas pessoas não se manifestam nem se sabe onde se encontram”.