África do Sul: Segurança e envelhecimento sem apoio social preocupam Rui Rio

José Luís da Silva, correspondente em Joanesburgo, África do Sul

A questão da segurança e o envelhecimento da comunidade portuguesa sem proteção social, são as grandes preocupações que os presidente cessante do PSD, Rui Rio, espera transmitir ao Governo porrtuguês no regresso da visita que está a realizar na África do Sul.

As duas duas preocupações resultaram de uma reunião mantida entre o dirigente social-democrata e a Cônsul-Geral de Portugal em Joanesburgo, Graça Araújo Fonseca.

“Nós estamos habituados em Portugal e na Europa ao ‘Estado Social’, que permite às pessoas fazerem descontos ao longo da vida para depois terem apoio, e aqui não é exatamente assim e há muitos portugueses que se estão a debater com dificuldades”, observou Rui Rio, reconhecendo que não tinha conhecimento deste problema.

Quanto à falta de segurança, Rio lembrou que se trata de uma “velha questão”, uma vez que quando há “20 anos e tal anos” visitou a África do Sul “já existia, mas que por aquilo que me dizem, piorou”.

“Não sei como se pode viver com alguma tranquilidade quando há 57 homicídios por dia, em média, na África do Sul”, lembrou, sublinhando que se trata realmente de um problema muito importante”, mas cuja “solução só pode ser encontrada” pelo governo sul-africano.

Rui Rio comentou ainda o facto de a TAP ter deixado de viajar para a África do Sul. “Se a companhia é pública e é suportada pelos portugueses, ao não viajar para os países com comunidades portuguesas, não está a cumprir com a sua missão”, afirmou.

“Quer melhor serviço público há que não o de servir as comunidades", questionou.