Venezuela: Embaixador português sentiu "muito orgulho" ao ouvir Nicolás Maduro falar sobre os portugueses

Mike Suárez Ferreira (serviço especial de Notícias da Diáspora)

O novo Embaixador de Portugal na Venezuela, João Pedro de Vasconcelos Fins do Lago, começou a exercer as suas funções há cerca de duas semanas e já admira a comunidade portuguesa radicada neste país sul-americano, tendo até sido ajudado pelo Presidente da Venezuela a reforçar esta admiração

Na semana passada, o embaixador foi recebido no Palácio de Miraflores pelo Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros. “A audiência decorreu com toda a dignidade, uma característica principal da relação formal e protocolar que se estabelece neste momento solene que é marcada pela entrega das cartas credenciais”, contou.

O encontro com o Chefe de Estado venezuelano, Vasconcelos Fins do Lago trocou impressões sobre a comunidade portuguesa. “Senti um orgulho muito grande ao ouvir as palavras do Presidente Maduro, acerca do grande trabalho e dedicação dos portugueses”, explicou, observando que essas palavras “têm um peso especial de reconhecimento pela contribuição que dão para o Estado venezolano, não só para a economia como também para a cultura e sociedade”.

“Nunca há uma segunda oportunidade para as primeiras impressões. Tinha expetativas muito altas, mas foram superadas durante estes primeiros dias no país, com contatos muito pequenos mas frutíferos”, assegurou depois o diplomata.

“Admiro como a comunidade, principalmente os luso-descendentes, sentem orgulho em dizer que são portugueses. São pessoas muito amáveis, com muito carinho, calorosas, que estão à espera de receber-nos. Sinceramente, espero que esta primeira impressão se repita muitas vezes por muitos anos”, acrescentou Vasconcelos Fins do Lago.

Depois de expressar uma “grande energia pessoal para trabalhar”, o diplomata deixou uma mensagem à comunidade: “Apesar dos tempos difíceis, melhores tempos virão e o que conta é a esperança e a motivação das pessoas”.

O embaixador manifestou ainda “total abertura para estar com os portugueses” e sublinhou a sua “grande vontade em estar com eles”.