Clube das Comunidades Madeirenses recupera "a velocidade de cruzeiro”

Marco António Sousa

Otávio Gonçalves, presidente do Clube Social das Comunidades Madeirenses, situado no Funchal, dirige esta instituição há um ano. “A velocidade de cruzeiro” vai reerguendo uma associação que passou por um processo de insolvência.

“Atualmente, o clube vive essencialmente dos convívios que fazemos mais numa vertente social que é almoços, jantares, torneios de cartas, dominó, isto porque ao fim ao cabo, é o que é possível nesta altura”, descreve inicialmente Otávio Gonçalves, presidente do Clube Social das Comunidades Madeirenses.

No passado, o clube teve outras atividades mas que de momento não são possíveis, nomeadamente com os clubes de emprego.

“Tínhamos ajuda para o preenchimento de currículos para quem chegava cá como emigrante”, explicava.

O clube passou por um processo de insolvência, esteve encerrado e há um ano para cá que está a reerguer-se.

“Esta direção que entrou há um ano, faz este mês precisamente, passou por um processo de insolvência. Nós ‘agarrámos’ o clube numa fase complicada, ainda não estamos estáveis mas em velocidade de cruzeiro lá chegaremos”, afiança.

Com satisfação, Otávio Gonçalves afirma: “Estamos abertos todos os dias. Durante a semana, a partir do meio da tarde até às 22h, ao fim de semana – principalmente aos sábados - já temos almoços e abrimos mais cedo”.

“Há pessoas que vêm cá todos os dias, a verdade é essa, mas é variável, temos gente que está em Miami ou na Venezuela”, continua.

Relembrando o período da pandemia e todas restrições aéreas que ainda vigoram, o presidente fala em várias pessoas, que frequentam o clube e que “não veem a sua família há dois anos”.

Com a abertura das fronteiras – como aconteceu nos EUA - “surgiu agora esta oportunidade para ir embora e há muita gente que devia estar cá mas, infelizmente, está lá”, explica.

Devido à pandemia, o clube esteve fechado. No entanto, e apesar do recolher obrigatório às 17h e 18h, “funcionou na mesma”, releva o timoneiro desta associação.

“Claro que tínhamos que estar restringidos às regras. Felizmente não tivemos qualquer problema e esperemos que continue assim”.

A concluir, Otávio Gonçalves estima que sejam cerca de 200 os associados que pagam quota anual ou mensal.

“Mas já foram muito mais, aos 500 e 600. Hoje em dia não é fácil cativar novos sócios”, termina, mantendo esperança e ambição de regressar a esse número de associados.