Espanha reitera apoio à oposição venezuelana

O chefe do Governo espanhol garantiu hoje em Madrid ao presidente da Assembleia Nacional da Venezuela que continuará a defender medidas “restritivas, individuais e seletivas” da UE contra os responsáveis “pela repressão” naquele país.

Mariano Rajoy sublinhou que o objetivo desta política era conseguir uma solução negociada e democrática para resolver a crise no país sul-americano.

Por seu lado, Julio Borges, líder destacado da oposição venezuelana, realçou a importância da solidariedade internacional para conseguir “a democracia e a liberdade na Venezuela”.

Para Borges, que está a visitar vários países europeus, “não há condições” para uma negociação entre o Governo de Nicolás Maduro e a oposição.

O presidente da Assembleia Nacional mostrou-se confiante em como “mais cedo do que tarde vencerá a democracia e a liberdade na Venezuela”, graças “à luta do povo” e à “solidariedade democrática” com aquele país.

“Estamos a lutar para que no curto prazo, de forma democrática, haja uma mudança de Governo na Venezuela e acredito que vamos conseguir”, disse Julio Borges.

Na segunda-feira, Borges esteve em Paris (França), onde afirmou ter recebido o “apoio total” do Presidente Emmanuel Macron, quarta-feira é recebido em Berlim (Alemanha) pela chanceler e em seguida em Londres (Reino Unido) pela primeira-ministra Theresa May.

Num comunicado de imprensa, Mariano Rajoy recordou que a Espanha não reconhece a Assembleia Constituinte venezuelana, controlada pelos apoiantes de Nicolás Maduro, que dispõe de poderes absolutos desde 04 de agosto último.

Para Madrid, a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, é a “depositária exclusiva do poder legislativo na Venezuela”.

A Espanha, para onde têm emigrado milhares de venezuelanos desde o início da atual crise, apoia as sanções, impostas pelos Estados-membros da UE (União Europeia), “individuais e coletivas contra os responsáveis pela repressão atual” naquele país sul-americano.

A Venezuela está mergulhada há vários meses numa profunda crise económica, política e institucional e a repressão aos protestos contra o regime de Maduro já causou pelo menos 124 mortos.