CDS defende aprofundamento de relações de partidos portugueses com a oposição venezuelana

O dirigente do CDS-PP Telmo Correia recebeu hoje a porta-voz para as relações internacionais do partido Voluntad Popular, liderado por Leopoldo Lopez, e defendeu o aprofundamento das relações de partidos portugueses com a oposição venezuelana.

"Foram abertos canais que, esperamos, possam ser alargados a outros partidos em Portugal, que permitam diálogo e intercâmbio para que, entre partidos e parlamentos, possa haver um acompanhamento da situação na Venezuela", disse à agência Lusa o deputado e dirigente do CDS-PP Telmo Correia.

A porta-voz para as relações internacionais do Voluntad Popular, Isadora Zubillaga, foi recebida por Telmo Correia e pelo também dirigente centrista Diogo Belford, na Assembleia da República, na "primeira vez que há um encontro entre alguém com responsabilidades relevantes num partido democrático da oposição venezuelana e um partido português".

"Falámos bastante da situação dos presos políticos e de consciência, sublinhando que existem vários presos políticos portugueses ou luso-descendentes. O mais conhecido é Vasco Costa, preso há muitíssimo tempo em condições de saúde difíceis", afirmou Telmo Correia, acrescentando que a reunião serviu também para recolha de informação sobre as situações relativamente às quais o CDS-PP já questionou formalmente o Governo português, mas para as quais continua "sem resposta".

Os centristas querem saber que tipo de apoio, jurídico ou outro, está a ser prestado pelas autoridades portuguesas a estas pessoas, uma pergunta que Telmo Correia promete reiterar ao executivo quando a comissão permanente da Assembleia da República reunir.

"Uma preocupação que partilhámos na reunião foi também a abertura de canais ou corredores que permitam fazer chegar aos venezuelanos ajuda humanitária, designadamente medicamentos para pessoas que tem doenças graves e não têm acesso" a determinados fármacos, declarou ainda Telmo Correia.

Desde abril, a contestação contra o Governo do Presidente Nicolás Maduro aumentou de intensidade, tendo piorado com a eleição de uma Assembleia Constituinte, rejeitada pela oposição.

Pelo menos 120 pessoas já morreram no âmbito dos protestos.