Governo Venezuelano crítica ameaças de Donald Trump

O Governo venezuelano, através do Consulado Geral da República Bolvariana da Venezuela, no Funchal, fez chegar, hoje, à nossa redação, um comunicado, onde reage às declarações proferidas, recentemente, pelo Presidente dos Estados Unidos, classificando-as como pouco amistosas e hostis, ameaçando com uma intervenção militar na Venezuela.

No documento que nos foi reenviado, o ministério com a tutela dos Negócios Estrangeiros crítica a forma como foram feitas as declarações, as quais violam até os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, “particularmente no que respeita ao uso ou ameaça do uso da força contra a independência política do Estados”.

Diz ainda o documento que as declarações belicistas de Donal Trump estão em linha com as “agressões sistemáticas” dos Estados Unidos àquele país e que representam “uma ameaça direta à paz, à estabilidade, à independência, à unidade territorial, a soberania e o direito à autodeterminação da República Bolivariana da Venezuela”.

Esta posição está, de resto, em sintonia com a a posição assumida pela Assembleia Constituinte venezuelana que manifestou o seu apoio ao Presidente Nicolas Maduro face às “ameaças infames” do seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que admitiu uma “possível opção militar” no país sul-americano em crise.

“Rejeitamos as ameaças cobardes, insolentes e infames” de Trump “contra a soberania sagrada da Venezuela”, escreveu a presidente da Constituinte, Delcy Rodriguez, na rede social de mensagens curtas Twitter.

A Assembleia Constituinte, com 545 membros – todos do partido no poder -, “agirá para acompanhar” o Presidente Maduro “na defesa” do país, adiantou.

A criação desta assembleia, considerada pela oposição como uma tentativa de instaurar uma “ditadura comunista”, aumentou a tensão nas relações entre Caracas e Washington.