Diáspora Madeirense defende manutenção dos canais diplomáticos com a Venezuela

Lusa

O Conselho da Diáspora Madeirense manifestou ontem, no Funchal, o apoio às orientações da União Europeia na condenação da violência na Venezuela, mas insiste na necessidade de "manter abertos" todos os canais diplomáticos com as instituições do país.

"É imperiosa a negociação entre as partes, na persecução dos pressupostos da inclusão política que favoreça o regresso à normalidade democrática, essencial à prosperidade e bem-estar da população daquele país, onde se encontram muitos madeirenses e seus descendentes", disse Maurício Cysne, porta-voz do Conselho da Diáspora, que hoje reuniu na capital madeirense.

A instituição é constituída por 21 conselheiros, em representação das diversas comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, e funciona como um órgão consultivo do Governo Regional da Madeira.

No encontro de hoje, porém, estiveram presentes apenas 12 elementos, sendo que muitos não puderam deslocar-se à ilha devido aos ventos fortes que condicionaram as operações no Aeroporto Internacional Cristiano Ronaldo nos últimos cinco dias.

O Conselho da Diáspora enalteceu a criação do Gabinete de Apoio ao Emigrante da Venezuela, que tem como objetivo "a promoção" e a "adequada reintegração social" dos emigrantes e luso-descendentes regressados daquele país à região autónoma, que são já cerca de 4.000 mil.

Maurício Cysne destacou, por outro lado, o apelo ao Governo Regional para que continue a defender os emigrantes lesados pela banca, nomeadamente pelo BES e pelo Banif, que foram alvo de processos de resolução, bem como os interesses dos que investiram em soluções financeiras do Centro Internacional de Negócios da Madeira.

O Conselho da Diáspora vai também manter "especial atenção" ao processo de saída do Reino Unido da União Europeia, conhecido como Brexit, considerando, no entanto, que o perfil da comunidade madeirense naquele país se distingue pela "capacidade de trabalho e plena integração na sociedade".

O porta-voz indicou ainda que o conselho censura a companhia aérea TAP por não ter reestabelecido uma frequência direta entre Lisboa e Joanesburgo, na África do Sul, onde reside uma das maiores comunidades madeirenses.