Regresso de emigrantes da Venezuela exige articulação entre governos

O secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus disse hoje, no âmbito do Fórum Madeira Global, que está a decorrer no Funchal, que a articulação com o Governo da República no processo de acompanhamento dos emigrantes madeirenses de regresso da Venezuela.

Tal como afirmou Sérgio Marques, “era fundamental uma articulação muito estreita, muito próxima com o Governo da República. Achamos que, em primeiro lugar, esta questão é uma questão da responsabilidade nacional, porque em primeiro lugar, quem chega são portuguese e só depois é que interessa a sua proveniência, a sua afinidade com a nossa Região Autónoma da Madeira. Daí que, desde a primeira, tenhamos estabelecido um contacto muito próximo com a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas para, em conjunto, lidarmos e fazermos face a este desafio considerável que estamos confrontados”.

Neste momento, de acordo com o governante, a Região já recebeu “entre 3.500 a quatro mil pessoas, conterrâneos regressados da Venezuela”, estimando que naquele país, contando com a segunda e terceira geração de emigrantes portugueses, deverá ser uma comunidade na ordem das 350 mil a 400 mil pessoas. Ainda a este propósito, referiu que “cerca de 90% desta comunidade é oriunda da Madeira”.

Sérgio Marques diz que além destes que regressam à Madeira, e face à situação que se vive na Venezuela, muitos outros conterrâneos estão também a escolher outros países, nomeadamente, países vizinhos, como Espanha e outos países, como o Reino Unido.

Quanto às pessoas que estão a optar em regressar à Região, o governante diz que “são pessoas de todas as faixas etárias, “desde crianças até pessoas idosas. Crianças que, algumas delas, chegaram à Madeira com problemas de subnutrição devido à situação crítica de abastecimento que se vive na Venezuela. Idosos com problemas graves de saúde, nomeadamente, em termos de tratamento de hemodiálise, tratamentos oncológicos, que já não conseguem ter na Venezuela, onde os cuidados de saúde estão extremamente precários”.

Tal como afirmou, “é com toda esta diversidade de problemas que estamos a lidar quando preparamos o bom acolhimento, a boa integração que é devida a todos os compatriotas que regressam ao país e, em particular, à Madeira, que é a região que maioritariamente escolhem para regressar.