Covid-19: África do Sul inicia vacinação

José Luís da Silva, correspondente em Joanesburgo (África do Sul)

Chegaram ontem a território sul-africano, 80.000 doses de vacinas Johnson & Johnson, para o combate à Covid-19, representando este lote, para muitos, o início de um contra-ataque aquele vírus mortífero o qual teve como consequência no país até hoje, 48.885 óbitos.

O presidente da República, Cyril Ramaphosa e o Ministro da Saúde, Zweli Mkhize, foram há pouco vacinados, assim como o secretário de Estado da Saúde, Joe Phaahla, no Hospital Distrital de Khayelitsha, Cape Flats, Cabo Ocidental, situado no maior município metropolitano da África do Sul, uma das ”townships“ com crescimento bastante acelerado que conta uma população superior a 600.000 habitantes, onde a pobreza e a violência andam de mão em mão, uma realidade fácil de observar.


A vacinação dos governantes ocorreu lado a lado com os trabalhadores dos serviços de saúde daquela unidade hospitalar. Pouco depois de ser inoculado, Ramaphosa disse acreditar que a vacinação através do país decorrerá sem falhas.

O JM tem informação concreta de que as autoridades sul-africanas solicitaram ao Serum Institute Índia, para efetuar devolução devido à hesitação temporária do uso da vacina AstraZeneca, que após ensaios clínicos, os mesmos concluíram que aquela vacina apenas produz um efeito insignificante e só para casos de infeções brandas-moderadas causadas pela variante 501Y.V2.

Zwelli Mhkize, afirmou de forma assertiva que continuará com o plano de vacinação usando a vacina Johnson & Johnson a qual provou ser efetiva e também segura de acordo com peritos em vacinas, concluiu.

Mesmo com a chegada das vacinas Johson & Johason (J&J) muitas pessoas da nossa Comunidade, hoje, evidenciavam dúvidas ou estão relutantes em serem vacinadas, enquanto outras afirmam categoricamente que não se deixarão vacinar, evocando um rosário de razões para não o fazer, motivadas por informações falsas ou incompletas sobre a imunização, eficácia e possíveis incómodos para a saúde.

O JM tem conhecimento que algumas pessoas receberam de familiares e amigos na Madeira, chamadas telefónicas para não se deixarem vacinar com AstraZeneca, e se tiverem que o fazer que seja com a vacina produzida pela Johnson & Johnson.

Notória a confusão que prevalece entre vacina e soro onde a primeira é usada para a profilaxia e este último a ser utilizado para a cura.

De acordo com o plano governamental serão vacinadas com prioridade 500.000 trabalhadores dos serviços de saúde sul-africanos dos quais 380.000 se encontram registados o que aconteceu no decorrer das últimas duas semanas. Nos planos do governo de acordo com o titular da pasta da saúde, está planeada a vacinação de dois terços da população, ou sejam 40 milhões de sul-africanos.