Madeira ‘despida’ de festas mas “com muito para explorar”

Marco Sousa

José Rodrigues, conselheiro da Diáspora Madeirense pelo Canadá, encontrou-se, na passada quarta-feira, com o diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu, e com o presidente do Município de Santa Cruz, Filipe Sousa.

O conselheiro da Diáspora Madeirense pelo Canadá, José Rodrigues, apresentou cumprimentos ao diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu, esta quarta-feira, dia 6 de janeiro.
Durante o encontro, o governante aproveitou para saber como é que a comunidade madeirense residente naquele país está a enfrentar a segunda vaga pandémica.
O conselheiro detalhou um pouco desse encontro.
“Trocámos algumas opiniões, falámos um pouco sobre tudo o que está a acontecer neste momento quer cá quer na nossa comunidade [no Canadá]. Foi um encontro informal, uma abordagem diferente”.
Na próxima semana seguir-se-á nova reunião, desta vez ‘mais a sério’.
“Vamos nos encontrar novamente na próxima semana, onde estará também presente um outro conselheiro pela Europa, para que possamos abordar algumas coisas e fazer alguns pedidos para 2021 e para as nossas comunidades no Canadá.

Problemas limitaram estadia

“Foram umas férias que deixaram um amargo de boca desde a partida do Canadá até à chegada. Atualmente, temos que fazer um teste 72 horas antes de chegar a Lisboa. Fiz o teste com a minha esposa no mesmo dia, no mesmo laboratório e, por incrível que pareça, eu recebi o resultado e a minha esposa não”, confessou.
Devido a esta situação, José Rodrigues acabou por viajar só. A sua esposa ficou mais uma semana afastada da Região, isto porque “não havia voo logo de seguida”.
“Significa que estive a cumprir 2 semanas de confinamento quer pela minha parte quer pela minha esposa. Isto retirou-nos um pouco do tempo que tínhamos cá de férias. Mas ainda bem que tínhamos 5 semanas porque assim ficámos com algumas para desfrutar”, disse aliviado.

Natal diferente na Madeira

Para o funcionário da Fiat/Chrysler em terras canadianas “este natal é, de facto, estranho”.
“Estranhámos as festividades, a não presença de muitos amigos, inclusivamente da comunidade do Canadá que por esta altura viajava até à Madeira. Para falar a verdade, não encontrei absolutamente ninguém”, lamentou.
A estadia está a ser aproveitada de forma diferente ao fazerem caminhadas e verem aquilo que não tinham visto em anos anteriores.
“A Madeira ainda que despida de festas, de luzes, é sempre a Madeira. A Ilha tem a sua beleza e, portanto, independentemente da falta destas festividades, a Madeira tem muito para explorar, é uma Ilha com muito para desfrutar. Há sempre alternativas e este ano as férias não deixaram de ser férias. Não deixamos de levar nota positiva de tudo isto”, concluiu.
Recorde-se, devido às restrições inerentes à pandemia de Covid-19, apenas 2 dos 18 Conselheiros da Diáspora Madeirense estiveram na Região a passar férias de Natal e Fim-do-Ano.