Região vai ‘trajar’ o folclore madeirense além-fronteiras

Marco Sousa

A Direção Regional das Comunidades e Cooperação Externa (DRCCE) vai apoiar associações e ranchos folclóricos da diáspora madeirense com material etnográfico. O apoio, na ordem dos 14 mil euros, vai ser materializado através de tecidos regionais, carapuças e botas de vilão.

O objetivo é dar continuidade à política de divulgação da cultura, tradição e costumes madeirenses junto dos vários países de acolhimento das comunidades madeirenses, avançou ao JM o diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu.
“As nossas comunidades espalhadas pelo mundo são parte integrante do Povo Madeirense e constituem-se como um elemento estruturante da nossa Região, pela importância cultural, social e económica, e pelo valioso contributo no desenvolvimento e progresso da Região”, salientou, exemplificando com “o investimento que é feito pelos lusos e lusodescendentes na Madeira” e com “a promoção turística da nossa Terra”.
Comunidades ativas
Lembrando que a manutenção das comunidades ativas no exterior é garantida através de elos culturais e tradicionais, enquanto fatores identificativos da ‘madeirensidade’, Rui Abreu sustenta: “Ser madeirense além-fronteiras é viver com muito orgulho a nossa cultura e as nossas tradições”. Exemplos, continua, são as largas centenas de associações etnográficas e de ranchos folclóricos madeirenses existentes nos seis continentes.
Tendo, assim, em conta o elevado número de ranchos folclóricos e associações etnográficas existente em países como a Venezuela, África do Sul, Austrália, Brasil, Canadá, França, Reino Unido e outros, que “tão bem representam as principais tradições madeirenses nas terras de acolhimento”, a Direção Regional das Comunidades acedeu às solicitações daquelas instituições, para que lhes fosse atribuído um apoio sob a forma de material.
“Já no próximo ano, os ranchos folclóricos e as associações etnográficas serão apoiados, mediante os pedidos que forem chegando do movimento associativo da nossa diáspora”, disse.
Candidatura na DRCCE
Rui Abreu, explicou que a candidatura ao material etnográfico, deverá ser enviada e submetida à apreciação dos serviços da DRCCE. Para obter mais informações, os interessados deverão contactar, numa primeira fase a Direção Regional através do número de telefone 291 203 805 ou pelo e-mail comunidadesecooperacaoexterna@madeira.gov.pt
Até o momento a DRCCE já recebeu dois pedidos de material etnográfico. Um da parte do Grupo Folclórico da Casa da Madeira de São Paulo, e outro do Conselheiro pelo Canadá, destinado às diversas atividades que desenvolve ao longo do ano com a comunidade madeirense radicada naquele país da América do Norte.
Rui Abreu conclui que os materiais etnográficos “são elementos simbólicos que evocam memórias, permitindo perpetuar a nossa cultura, as nossas tradições, mesmo que estejamos a um oceano de distância”.

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