Venezuela: Um país que anseia reerguer-se

Marco Sousa

Pobreza extrema, falta de serviços básicos, como a água, luz ou gás são realidades que fazem do quotidiano de qualquer cidadão na Venezuela um autêntico desastre.

A falta de gasolina é outro dos problemas flagrantes que, juntamente com a pandemia de Covid-19, ‘confinaram’ o país.

Na Venezuela, vivem-se tempos difíceis, uma crise que a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, já classificou como “humanitária e uma crise migratória importante”.

A pandemia de covid-19 veio agudizar as dificuldades que se sentiam no país e a falta de gasolina agravou a quarentena decretada em terras de Simon Bolivar.
Um estudo realizado por um grupo de universidades na Venezuela, veio por a nu a realidade que se vive neste país da américa latina, segundo o mesmo 79% da população está em pobreza extrema.

“A Venezuela nunca teve níveis de pobreza como os que vemos, nem no século XX nem no século XXI, por isso precisamos de sair do contexto latino-americano e mais claramente do sul-americano para colocar em perspetiva onde estamos”, diz o sociólogo Luis Pedro España, investigador da Universidade Católica Andrés Bello, que liderou o estudo.

A situação socioeconómica é devastadora na Venezuela e a ela junta-se o clima de instabilidade política num país dividido por duas lideranças.

No início do mês de setembro abriu-se uma janela de esperança para o povo que anseia o reerguer. Nicolás Maduro concedeu o indulto presencial a vários presos políticos, o luso-venezuelano Vasco da Costa, foi um dos libertados. Entre os que saíram em liberdade estão vários deputados opositores, isto porque segundo o mesmo iria avançar o diálogo e seriam criadas condições para as eleições legislativas venezuelanas.

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