Casas da Madeira recebem apoio do Governo Regional

Marco Sousa

As casas da Madeira nos Açores, no Norte e de Coimbra, assinaram ontem um contrato programa com o diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, Rui Abreu, que lhes permitirá receber um apoio no valor total de 24.500 euros.

Em tempos de pandemia, que agudizaram – e muito – as situações financeiras de várias associações espalhadas pelo mundo, esta é, com certeza, uma boa nova para os presidentes das Casas da Madeira nos Açores, no Norte e de Coimbra.

Rui Abreu, diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa, pormenorizou os contratos programa assinados. “São contratos programa que o governo assina com estas Casas da Madeira, que são as únicas que temos, Açores, Coimbra e o Norte de Portugal, para que possamos ajudar estas casas financeiramente”.
O diretor regional realçou que este é “um apoio do governo para desenvolverem as suas atividades, para promoverem a região, para promoverem a nossa cultura, as nossas tradições, os nossos costumes”.


Pandemia parou atividades

Ricardo Jesus, presidente da Casa da Madeira no Norte, descreveu ao JM um cenário de retoma progressiva. “Nós suspendemos as atividades no dia 12 de março, começámos algumas atividades no princípio de junho e começámos a abrir gradualmente a casa para atividades com o número de pessoas controladas ao espaço que temos”, disse.

A Casa da Madeira nos Açores tinha já agendado obras no edifício durante este ano de 2020. Conforme afirmou Duarte Chaves, presidente da Casa, que espera, “sempre que possível, manter as atividades culturais”.

“Decidimos que 2020 era um ano para fazer obras, o edifício sede da Casa da Madeira nos Açores é um edifício que pertence à RAM, uma moradia com 3 pisos, já com 50 anos. Calhou com a questão da pandemia, vamos ter grande parte do ano a casa fechada, no entanto vamos manter algumas das nossas atividades, mas vamos realizá-las noutros locais”, defendeu.

A Casa da Madeira de Coimbra fechou “logo” todas a atividades, isto porque “todos os estudantes regressaram a casa”. Como relatou Pedro Correia, Presidente da Casa, “não valia a pena estar a ter atividades porque nunca iriam ter a mesma afluência”.

Relativamente a futuras atividades, o madeirense gostaria de voltar “já em setembro”.

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