Voo de repatriamento traz madeirenses de Joanesburgo

José Luís da Silva, correspondente em Joanesburgo (África do Sul)

O JM apurou que amanhã, sexta-feira, 31 de julho, haverá um voo de reptariamento que transporta, também, pessoas de nacionalidade portuguesa, entres eles um casal madeirense.

O voo tem descolagem marcada para às 18:30 (RAM 17:30) do Aeroporto Internacional O R Tambo, com destino ao aeroporto de Frankfurt, Alemanha. A companhia transportadora é a companhia de bandeira alemã, Lufthansa, e a concentração de passageiros de diversos países da UE, está prevista nas instalações de uma escola alemã, em Joanesburgo.

Uma vez feita a contagem de passageiros e uma inspeção a toda a documentação, os passageiros seguirão para o aeroporto em diversos autocarros sob escolta policial do Johannesburg Metropolitan Trafic Departament (JMTD) e South African Police Services (SAPS). Francisco-Xavier Meireles, Cônsul-Geral de Portugal em Joanesburgo, confirmou ao JM a existência deste voo e de outros dois a realizar em 2 e 8 do próximo mês.

O JM contactou com um dos passageiros com destino à Madeira, a empresária madeirense Maria Alice Suzete de Ponte Farinha que viaja com o marido, Manuel Farinha confirmaram que o voo de ligação para a Madeira, será igualmente num avião da Lufthansa com partida do aeroporto de Frankfurt para o Aeroporto Cristiano Ronaldo onde deverá aterrar no período da manhã, do próximo sábado.

Perguntada sobre os preços a pagar por passagem (ida) Joanesburgo-Frankfurt que inicialmente custava 50.000 rands (cerca de 2.700€) custam agora R 23.000 (1.212€) (ida), realmente excessivo para qualquer bolsa, disse-nos.

O JM apurou igualmente que algumas das pessoas a repatriar são também alguns ex-residentes na África do Sul, que se encontravam de visita ao país ou a familiares nalguns casos e noutros casos nacionais portugueses com residência permanente na África do Sul, os quais se ausentam para o país de oriegem, mas sem qualquer garantia de data para regressar. O regresso terá de ser impreterivelmente sancionado pelas autoridades sul-africanas através das suas embaixadas ou representações consulares.

No voo de amanhã seguem também sul-africanos residentes e estabelecidos em Portugal.

Francisco-Xavier Meireles, esclareceu o JM que os voos só podem ser autorizados, se forem solicitados por embaixada ou embaixadas às autoridades sul africanas e que apoiem a realização desses voos. Uma vez concedida a autorização, segue-se a autorização a ser concedida aos passageiros, os quais têm de solicitar o regresso ao país de residência pela embaixada ou representante consular.

A viagem é apenas e só apenas de ida, como se tem verificado desde o “lockdown“.

Francisco-Xavier Meireles confirmou que desde sempre têm sido repatriadas pessoas para o espaço da UE incluindo para Portugal. O Cônsul-Geral enfatizou ao JM que não se tratam de evacuações, mas sim de repatriamentos, onde a ajuda consular se fez sentir de forma a auxiliar cidadãos nacionais em condições muito especiais, uma vez que continuam, como disse, as restrições no espaço aéreo da África do Sul.

Meireles fez notar a existência de restrições para os passageiros com destino a Portugal, incluindo Regiões Autónomas da Madeira e Açores, pois terão de estar munidos com certificados de testes efetuados dois dias antes do voo, mas, sempre dependentes das diretivas e leis do país de destino, neste caso Portugal, terão de ser testados à chegada.
Franscisco-Xavier Meireles disse estar satisfeito com a postura de precisão por parte das autoridades sanitárias da África do Sul, não só devido ao trabalho mas no fornecimento de estatísticas muito precisas.

As instalações consulares continuam encerradas ao público a todo e qualquer serviço seja de esclarecimento, emissão de documentos, ou outro qualquer terá de ser feito através de via eletrónica, até porque o Consulado não responde ou esclarece nada seja de que natureza for telefonicamente, disse o Cônsul-Geral ao JM esta manhã em Joanesbsurgo.

Questionado sobre outros voos que não foram do conhecimento da imprensa, o JM solicitou se podia quantificar quantos portugueses foram já repatriados, o Cônsul-Geral respondeu, com os que seguem no voo de amanhã atingimos os 600, esclarecendo que nenhum destes repatriamentos foi de emergência ou por motivos sociais.

Perguntado se estava ou não apreensivo com o cancelamento de restrições ou fim do estado de emergência em Moçambique que se encontrava a vigorar. desde o passado dia 1 de abril para o combate à Covid-19, Meireles disse sentir alguma preocupação.

O JM tem recebido informações de fontes fidedignas que garantem que as infeções por Covid-19 continuam a afetar membros da nossa comunidade com a existência de alguns óbitos.