JPP congratula-se por se ter constituído a terceira força política na Madeira

O Juntos Pelo Povo (JPP) congratulou-se hoje por se ter constituído a terceira força política da Região Autónoma da Madeira, na sequência das eleições autárquicas de domingo, tendo obtido 10,16% da votação (14.080 votos num total de 138.592 votantes).

O secretário-geral do partido, Élvio Sousa, realçou em conferência de imprensa que o JPP concorreu com listas individuais em apenas três concelhos - Santa Cruz, Machico e Ribeira Brava - e integrou a coligação Confiança, juntamente com PS, BE, PDR e Nós, Cidadãos!, que venceu com maioria absoluta a Câmara Municipal do Funchal.

Em Santa Cruz, na zona oeste da Madeira, onde o partido nasceu, inicalmente como movimento independente, obteve pela segunda vez consecutiva uma "vitória expressiva" (60%), ao passo que foi o terceiro partido mais votado e elegeu deputados municipais na Ribeira Brava (6,19%) e Machico (4,31%), onde concorreu pela primeira vez.

"No território nacional, fizemos a primeira incursão ao nível autárquico, obtivemos um excelente resultado na Maia [36,63% em coligação com o PS] e conseguimos sementes nos municípios de Felgueiras [1,20%] e de Odivelas [0,55%] e ainda nas coligações no círculo de Lisboa [0,39% em coligação com o PDR]", disse Élvio Sousa.

O secretário-geral vincou que, com estes resultados, o JPP "soma e segue, com toda a serenidade e humildade".

Numa análise geral aos resultados na Região Autónoma da Madeira, Élvio Sousa considerou que o eleitorado está a "penalizar" o PSD, que ganhou apenas em três municípios num total de onze, bem como uma "liderança fraca e incompetente".

"Temos um Governo [liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque] que promete e não cumpre e que, por diversas vezes, recusou as propostas do JPP, nomeadamente de baixa de impostos para as famílias e para as empresas", disse, realçando ainda que o chefe do executivo é responsável pelo preço "altíssimo" das passagens aéreas, pelos preços "escaldantes" do estacionamento no Hospital Central do Funchal e pela situação "grave" no Serviço Regional de Saúde.