MPT-Madeira pede recontagem dos votos das freguesias

De acordo com um comunicado do MPT, “as eleições autárquicas com contagem dos votos à moda da Venezuela. Estamos no Século XXI e continuamos a enganar o povo de uma forma brutal para democracia. Podemos considerar tudo este processo eleitoral uma verdadeira trapalhada, onde foi possível fazer as maiores barbaridades inimagináveis num processo democrático”.

Segundo o MPT, “grande parte dos votos por correspondência não chegaram a ser abertos para serem contabilizados. Isto revela um enorme grau democrático da nossa sociedade. Hoje sabemos que todos esses votos não poderão ser contabilizados e que o seu destino é o ‘caixote do lixo’”.

Diz o MPT que, “todos os cidadãos que votaram por correspondência foram enganados, sabendo-se que todo o processo é muito burocrático para conseguir exercer uma cidadania ativa e responsável. Estes votos serão agora não contabilizados e todos anulados”.

Neste momento, refere o MPT, “a recontagem está a ser feita apenas pelos votos nulos e por esta razão e pelas irregularidades detetadas, somos da opinião que devam ser recontados todos os votos de todas as freguesias, mas o Sr. Dr. Juiz não permitiu e por isso esse processo está ferido de atentado à democracia”.

Para o MPT, “havendo recontagem geral dos votos, estamos certos que o MPT-Madeira ‘Nova Mudança’ teria outro resultado. Por certo haveria muita ‘dor de barriga’ se tal fosse decidido. Estamos convictos que algumas freguesias teriam outros resultados”.

Esclarece ainda o MPT “que este pedido de recontagem dos votos nada tem a ver com a eleição de um Deputado Municipal do MPT-Madeira, porque isso já está garantido. Apenas sabemos é que se houvesse a recontagem geral dos votos, a possibilidade de eleger mais um Deputado Municipal era muito grande e por isso o nosso descontentamento por não haver outros partidos a nos acompanhar”.

Para o MPT-Madeira, diz o comunicado, “a democracia eleitoral foi ferida de morte e a legalidade e transparência deste ato está ao nível de um verdadeiro país de terceiro mundo. Para nós tudo isto anula o apelo ao voto e à responsabilidade de exercer a cidadania democrática. Desta forma a abstenção será cada vez maior, porque não existe credibilidade para um momento desta natureza”.