Bombeiro relata horror no teatro de operações do acidente mortal na via rápida

JM

Algumas horas após o trágico acontecimento, um operacional dos bombeiros relata ao JM que o acidente de ontem, na via rápida, foi um dos teatros de operações mais horríveis que já encontrou.

“Tirando o 20 de Fevereiro, este cenário foi o mais complicado e horrendo que presenciei", começa por relatar um dos soldados da paz envolvidos no socorro, que aceitou falar ao JM mas preferiu não se identificar.

"Pelo impacto que criou, pelo estado das vítimas e pelos aglomerados de chapa espalhados pela estrada”, explicou, acrescentando que foi até “apanhado de surpresa pela violência deste grave acidente”. Nunca tinha visto nada semelhante nos já muitos anos que tem de bombeiro.

Ao Jornal, refere ainda que as vítimas mais difíceis de socorrer foram as duas mulheres que ficaram debaixo da viatura. “Foi um trabalho difícil mas conseguimos retirar as duas, ainda com vida, e com a ajuda da EMIR que estabilizou o estado de ambas as mulheres que ainda chegaram com vida às urgências”, prosseguiu.

Hoje, vendo as imagens do acidente, confessa que ainda lhe custa acreditar como é que aconteceu tamanha tragédia desta envergadura numa região como a nossa.

O desastre ocorreu na zona do Caniço, no sentido Funchal - Santa Cruz, antes da saída 17 (Tendeira), por volta das 19h30 desta quinta-feira, hora de grande afluêncoa de trânsito.

Tudo terá começado com uma colisão entre duas viaturas. As pessoas envolvidas neste desastre estariam fora dos respetivos carros quando foram colhidas por uma terceira viatura.

No local foram contabilizados cinco feridos, dos quais dois tiveram de ser desencarcerados, e um sexto indivíduo que se sentiu mal, pelo que também foi levado para o hospital.

Das vítimas, um homem de 75 anos acabou por falecer pouco tempo depois do sinistro e uma mulher, de 60 anos, permaneceu em estado crítico durante a noite. Em relação a esta última vítima, o JM aguarda informações do Serviço Regional de Saúde.