Escola Ângelo Augusto Silva averigua suspeita de agressão a aluno

Cláudia Ornelas

A Escola Básica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva está a levar a cabo um processo interno para averiguar os factos relativos a uma suspeita de agressão de um jovem de 16 anos, que teve lugar no passado dia 27 de abril, dentro do estabelecimento escolar.

Felisbela Gonçalves, de 56 anos, contou ao JM que o seu sobrinho de 16 anos, que frequenta a referida escola, foi agredido por duas colegas e uma antiga aluna desse estabelecimento.

A tia do jovem diz que este não teve “hipótese alguma de se defender” pois foi segurado por uma das jovens, enquanto outra batia e a terceira filmava este episódio de agressão. Felisbela Gonçalves acrescentou que o seu sobrinho chegou a casa “com a cara toda marcada, dores de cabeça, abdominais e com as costas arranhadas”.

O aluno terá apresentado queixa à direção escolar e regressado de seguida para aulas, uma situação que não agradou aos familiares do jovem que criticam a direção escolar por não lhes ter contactado de imediato.

Numa nova crítica à direção escolar, Felisbela Gonçalves diz que a agressão só foi denunciada à polícia na segunda-feira seguinte ao episódio, que decorreu numa sexta-feira. Os familiares do jovem dizem ter apresentado queixa na Direção Regional da Educação.

Por outro lado, a vice-presidente dos 2º e 3º ciclos da Escola Básica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva, Ana Ribeiro, garantiu ao JM que o aluno recebeu a devida assistência e terá sido o próprio a pedir para regressar às aulas.

“O aluno esteve aqui connosco, conversámos, ele identificou o agressor e voltou para a sala a pedido dele”, afirmou Ana Ribeiro, acrescentando que “ninguém gosta de saber que o seu filho foi agredido” e garantindo que estão a ser apurados os factos relativos a esta situação.

O estabelecimento está de momento a estabelecer contacto com os encarregados de educação dos alunos intervenientes e os jovens deverão ser alvo de uma audiência escolar.

"O caso terá um desfecho interno, com vista ao bem-estar dos alunos", concluiu a representante escolar.