Bombeiros denunciam “falso alarme” quanto ao 'resgate' de canyoning

Romina Barreto

Apesar de a Proteção Civil não ter informações acerca do ‘regaste’ dos praticantes de canyoning em Água d’ Alto, sabe o JM – através do comandante dos Bombeiros Voluntários de São Vicente, Artur Fernandes – que o alerta foi dado pelas 21h20 acionando para o local 16 homens naquele que foi, avança o responsável pela corporação, “falso alarme”.

Efetivamente os meios foram mobilizados, mas sabe-se agora que o resgate não aconteceu.

Artur Fernandes disse ao Jornal que o alerta inicial foi dado para a Proteção Civil quando um dos elementos do grupo em causa (composto por 5 elementos de nacionalidade espanhola, 3 mulheres e 2 homens) acionou o pedido de socorro, dando conta de que um dos elementos estaria ferido.

Quando chegados ao local, para onde acionaram uma equipa vasta – com 16 homens e meios no terreno –, e para onde foi ainda chamada a PSP e os Bombeiros Voluntários Madeirenses, os bombeiros da costa norte deram conta de que os acidentados “haviam subido pelos próprios meios”, pelo que nem houve resgate, realce-se.

Acrescentar ainda que os jovens terão realizado o pedido de socorro já depois de terem feito o canyoning e estarem em local seguro. No entanto, ao que parece, indicou-nos a mesma fonte, terá havido zonas de maior dificuldade no percurso, mas nada que justificasse o alerta, uma vez que todos os envolvidos se encontravam bem de saúde, sem necessidade de assistência médica.

Uma situação que o responsável da corporação classificou como “gravíssima”, condenando a “irresponsabilidade” dos jovens que acionaram meios de socorro “sem justificação”. “Foram solicitados meios de socorro em que não era necessário”, afirmou repetidas vezes.

Dada a situação, a mesma fonte declarou esperar que as autoridades competentes “tenham mão nisto”, dando a entender, de forma clara, que os jovens devem ser punidos.