Papa critica "falsas esperanças" de ídolos ou adivinhos

O papa Francisco criticou hoje as "falsas esperanças" propostas por ideologias, alguns ídolos ou adivinhos, durante a catequese na tradicional audiência geral de quarta-fei

Francisco explicou, na sala Paulo VI do Vaticano, que "a sagrada escritura adverte contra as falsas esperanças que o mundo apresenta, denunciando os paradoxos dos seus ídolos".

"Ao procurar seguranças tangíveis e concretas, o Homem cai na tentação das consolações efémeras - dinheiro, alianças com poderosos, mundanismo, falsas ideologias - que parecem preencher o vazio da solidão e mitigar o cansaço de acreditar", acrescentou.

O papa alertou também para "as ilusões de eternidade e omnipotência" dadas "pela riqueza, poder, êxito" e para valores como "a beleza física e saúde, que se transformam em ídolos pelos quais se sacrifica qualquer coisa e são apenas realidades que confundem a mente e o coração".

Sobre esta questão, Jorge Bergoglio referiu a história de mulher "muito orgulhosa da sua beleza", que tinha abortado para manter a sua aparência.

"Estes são os ídolos que te levam pelo caminho errado e não te dão felicidade", afirmou.

A Igreja Católica proíbe o aborto, que considera um pecado. Francisco mantém a mesma posição, mas autorizou os padres a absolver as mulheres que decidiram abortar.

Até aqui, só um bispo podia perdoar este pecado.

LUSA